Cartas para Cultivar a Prática da Gratidão

Cartas da Gratidão

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Tenho aprendido a ser grata. E assim, percebo o quanto a minha vida ficou mais leve e colorida. Conecto-me mais com a abundância, aprecio os pequenos detalhes, olho belezas disponíveis no meu caminho. Este percurso iluminado pela prática diária da Gratidão iniciou há cerca de dez anos. E como gosto muito de compartilhar o que aprendo e o que me inspira, escrevi um livro em 2018 e agora lanço este baralho, para que mais pessoas possam se vestir de gratidão nos seus dias. E para aquelas que já praticam, que possam aprofundar, inspirar e presentear outras pessoas com esta atitude luminosa e transformadora. Como um grande tapete de flores que perfuma caminhos e deixa o mundo mais belo.

As Cartas para Cultivar a Gratidão foram criadas para semear este hábito de uma forma simples e prazerosa no seu cotidiano.

Como funciona?

O baralho contém 60 cartas. 52 cartas são compostas por uma frase inspiradora selecionada do livro “A Pratica da Gratidão”, acompanhada de um convite para que você exercite ou reflita sobre as diversas faces da Gratidão.

exemplo: “Ser brasileiro não é fardo, é dádiva. Honro as cores do nosso Brasil com amor e fervor!” Convite: Relacione cinco características maravilhosas do Brasil pelo qual você é grato.

As 8 cartas restantes são chamadas de “Passe Adiante”. Elas foram criadas para ampliar o seu olhar para o que costuma passar despercebido e além disso, te convidam a expressar sua Gratidão para pessoas mais distantes ou mesmo desconhecidas. Você será um influenciador de Gratidão, entregando estas cartas como um reconhecimento por algum singelo gesto… Esteja atento!

O baralho pode ser usado como uma prática diária individual ou em ambientes coletivos, equipes de trabalho, famílias, parcerias e onde mais a sua criatividade sugerir.

O intuito é inspirar uma conexão interna com a sua melhor versão, gerando um campo vibratório promissor de Gratidão pela Vida! Assim, a partir deste lugar que reverbera luz e amor, você certamente vai impactar pessoas, que impactarão outras pessoas! 🙂

ORIGEM

A ideia nasceu da prática #umagradecimentopordia, que existe desde 2010, já foi tema de palestra no TEDx e se tornou um Movimento de Gratidão. Em 2018 foi publicado o livro “A Prática da Gratidão” , para aprofundar o entendimento desta mudança de perspectiva, cultivando o hábito de agradecer em vez de reclamar. Simples assim! E como as coisas boas atraem outras coisas boas, este baralho nasce como uma continuidade natural deste aprendizado e convida à expansão.

EDITORA

A Editora Taygeta é pilotada pela competente Olga Balian, que há muitas décadas norteia o seu trabalho no campo do desenvolvimento humano. Além de ter muitas publicações nesta área, a Taygeta já foi a editora dos meus livros: “Dançando a Vida” (2019), “A Prática da Gratidão” (2018) e “Danzando la Vida”, em espanhol (2017). Uma parceria apoiada em propósitos comuns que deu muito certo!

Dê de presente para alguém que você é grato(a)

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A Prática da Gratidão

A Pratica da Gratidao

Um livro sobre a prática da Gratidão, inspirado em oito anos de #umagradecimentopordia

 

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O que a Gratidão tem a ver com abundância? E porque quanto mais somos gratos mais a vida se embeleza? Como treinar o olhar para praticar a gratidão? Pelo o que somos gratos em nossa família? Como e porque agradecer nas noites escuras da alma? Já paramos para agradecer todos os amigos de quatro patas que passaram em nossas vidas? O que a maternidade nos ensina a respeito de gratidão? E o dinheiro, a saúde, as amizades, o trabalho e tantas outras facetas do nosso cotidiano? O que os mestres nos falam sobre gratidão?

 

Desde 2010 eu pratico #umagradecimentopordia no Facebook. Esta prática singela ganhou tamanho e força e me inspirou a aprofundar-me e escrever um livro. Os textos são de fácil acesso e passeiam por temas poéticos e provocantes, convidando o leitor a sair da sua zona de conforto de “reclamador” para “agradecedor”. O livro inclui também uma colheita de agradecimentos diários feitos por dezenas de pessoas, uma vez que esta prática acabou se tornando um movimento em todo o Brasil e até mesmo em outros países.

 

LIVRO

A experiência da leitura sugere ver a prática da gratidão sob diferentes prismas, compreendendo como podemos aprofundar e ampliar nosso olhar para criar uma realidade que siga um fluxo mais leve no viver, gerando bem estar e harmonia interior.

 

LINGUAGEM

A linguagem do livro é simples, acessível e poética. As palavras traduzem o cotidiano de forma leve e profunda.

Também procurei transmitir beleza e simplicidade através da linguagem gráfica, tendo como parceiro neste projeto o designer Luiz Lopes, da Pantanal Digital. O livro tem uma qualidade grafica leve, sutil e completamente não linear, trazendo vida e alegria, refletindo assim a própria prática do #umagradecimentopordia.

 

EDITORA

A Editora Taygeta é pilotada pela competente Olga Balian, que há muitas décadas norteia o seu trabalho no campo do desenvolvimento humano. Além de ter muitas publicações nesta área, a Taygeta já foi a editora do meu livro em espanhol “Danzando la Vida”, lançado em 2017. Uma parceria apoiada em propósitos comuns que deu muito certo!

 

APOIADORES

Agradeço imensamente aos apoiadores que ajudaram a viabilizar essa obra! Veja lista completa aqui

O que aprendi ao ser grata todo dia

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Publicado na Vida Simples

Agradecimentos diários podem nos ajudar a ter uma vida mais plena, mesmo diante da dor e da dificuldade

Deborah Dubner

Há pouco mais de cinco anos, em uma noite qualquer do mês de outubro, sentei despretensiosamente na frente do computador e no meu perfil do Facebook digitei “um agradecimento por dia” e criei uma hashtag (#umagradecimentopordia). E, em seguida, escrevi: “a família maravilhosa que eu tenho”. Eu não tinha a menor ideia que uma ação tão simples mudaria minha vida e a de muita gente. Naquele momento, estava apenas sendo movida pela minha vontade de trocar as lamúrias, tão frequentes na web, pela gratidão. Foi uma atitude espontânea. Confesso que, segundos antes de publicar, cheguei a pensar duas vezes. Senti vergonha de expor meus sentimentos publicamente. Mas num gesto de ousadia apertei a tecla “enter”. E de fato… entrei! Aprendi a agradecer quando comecei a praticar, em 2008, as Danças Circulares, uma atividade que  integra corpo, mente e emoções, promovendo união e espírito comunitário. E, desde então, percebi o quanto minha vida foi se tornando mais brilhante e generosa. Mas fazer isso em silêncio, embora tenha grande valor e força, é completamente diferente de demonstrar gratidão abertamente. A mudança de perspectiva me trazia novas possibilidades e desafios: o olhar dos outros, a interferência positiva ou negativa, a exposição a comentários, elogios e críticas. Não sei exatamente o que me levou a tornar isso público. Talvez uma gratidão transbordante, que não cabia em mim naquele momento e pediu para nascer. Mas acredito que o mais forte era a esperança de cocriar um universo de bons sentimentos, pensamentos conscientes e ações lúcidas, aliada à simples constatação: por onde começar se não por mim mesma?

Esse primeiro agradecimento gerou um comentário aqui, outro ali e algumas pessoas curtindo. Cada vez mais à vontade, segui agradecendo, sempre de noite, atenta ao que havia acontecido no meu dia, iluminando os momentos, amplificando a presença, colecionando emoções em forma de estrelas. E assim, aos poucos, essa prática se tornou um ritual, uma espécie de pausa para registrar a quem quer que fosse o que teve significado no meu dia. O curioso é que não precisava acontecer algo muito especial. Podia ser a visão de uma flor no caminho, o abraço de um dos meus filhos, o sorriso de um desconhecido no supermercado, o amor incondicional e as brincadeiras dos meus cachorros, um telefonema de um amigo ou mesmo a ajuda diária das pessoas que nos rodeiam e que tantas vezes ignoramos. Percebi que quanto mais agradecia, mais tinha a agradecer.  Com o tempo, mais pessoas curtiam e acompanhavam. Três amigas próximas entraram na corrente também, inspiradas pelo meu exemplo. E mais gente foi chegando de maneira bastante espontânea, ampliando a pequena comunidade de “agradecedores”. Como eu já tinha um número razoável de seguidores, resolvi criar um blog, no qual compartilho os agradecimentos postados por conhecidos e desconhecidos, textos e frases que falam sobre a importância de praticar a gratidão. Lembro até hoje quando recebi a seguinte mensagem: “não durmo sem ler o seu agradecimento do dia”. Fiquei surpresa! Que fenômeno era esse que tocava tantas pessoas? Por que um simples gesto de gratidão inspirava tanto? Fui percebendo que esse ato, inicialmente solitário, protagonizava uma voz coletiva de humanidade. O simples, afinal, poderia ser profundo.
Com o passar do tempo, esse gesto se tornou totalmente incorporado na minha rotina e na de dezenas de novos adeptos, entre amigos e conhecidos. Percebi que cada pessoa que iniciava o agradecimento passava por um processo parecido: começava meio sem jeito e envergonhada e, em pouco tempo, já estava à vontade e influenciando novos seguidores. Amigos de amigos começaram a fazer. E, dessa forma, cada um se tornava um agente transformador, espalhando sementes preciosas de gratidão por aí. Era curioso ver os estilos. Alguns colocavam foto, outros começavam sempre agradecendo a Deus. Tinha gente que escrevia parágrafos inteiros. E aqueles que ficavam satisfeitos com frases curtas. Alguns gostavam de expor seus sentimentos marcando pessoas e personalizando ao máximo seus posts. Outros compartilhavam links com mensagens e Complementavam com um toque pessoal. Lembro de um agradecimento que achei muito divertido: eram dias de verão escaldante e a pessoa agradecia por ter ar condicionado. Independentemente da motivação, cada post era inspirador. Não nego que durante esses anos eu tive períodos difíceis, quando agradecer foi forçosamente delicado. Nas noites escuras da alma, sempre procurei a sutileza dos aprendizados que me chegam pela dor. Talvez esses sejam os maiores desafios: exercitar o olhar grato independentemente da situação que se apresenta; aceitar os fatos como eles são – positivos ou negativos –, transformando cada dia num generoso campo de aprendizado; ver beleza nos detalhes, nas miudezas, nos pequenos presentes desaparecidos aos olhos comuns; identificar o quão preciosa pode ser a composição da nossa rotina. Tenho uma amiga que  achou um motivo para agradecer em plena dor, no dia em que o pai foi enterrado. Nunca esqueci, foi um grande ensinamento para mim. Tempo de colheita O projeto Um Agradecimento por Dia foi crescendo de maneira muito orgânica. E a gente sempre acredita que está no caminho certo – mas nunca tem certeza total disso. Essa certeza me veio em janeiro de 2014, quando fui convidada para palestrar no TEDxJardins, em São Paulo, sobre meu projeto. Eu teria 18 minutos para dar o recado e contar toda a trajetória até ali, durante um TED, um encontro que tem como objetivo espalhar boas ideias. Respirei fundo e fui. Ao final da minha fala, concluí com uma provocação: pedi para todos da plateia fecharem os olhos e se conectarem com algo que os fizesse se sentir profundamente gratos naquele instante. Em seguida, sugeri  que escolhessem alguém para compartilhar. Foi uma comoção geral. As pessoas não queriam parar de conversar. Do palco, eu via sorrisos, brilhos nos olhos, amorosidade. A sala inteira estava em estado de gratidão. Senti a força desse sentimento, potencializada mil vezes. Fiquei arrepiada de ver! Uma fotógrafa, que eu não conhecia e depois virou amiga e agradecedora, me falou: “É impressionante o que aconteceu nessa sala. Que poder incrível!” Ela estava muito emocionada também. Quando terminei, fui procurada por outro palestrante, um psicólogo que falaria no período da tarde, Helder Kamei. Ele me contou sobre a estreita relação entre a gratidão e a psicologia positiva. Assisti à palestra dele e fiquei bem impressionada. Aprendi que esse movimento científico, que teve início em 1998 com o psicólogo americano Martin Seligman, redefiniu e expandiu  o campo da psicologia. Seligman apontou a necessidade de mudança no foco das contribuições da psicologia, da doença mental para as motivações, capacidades e potenciais humanos. Ele ressaltava que a psicologia não deve ser apenas o estudo da fraqueza e do dano mas também das forças e virtudes presentes em nós. Ou seja, tratar não deveria significar apenas consertar o que está com defeito mas também cultivar o que cada um tem de melhor, promovendo as qualidades em vez de apenas reparar o que vai mal. É uma abordagem científica do que torna a vida mais plena e feliz. E a gratidão – descobri depois – é um dos pilares essenciais dessa abordagem. Ainda como uma colheita do meu projeto, no ano passado, concorri ao Prêmio Shift Agentes Transformadores e fui uma das dez selecionadas – fiquei em quinto lugar. O prêmio tem como objetivo  reconhecer trabalhos que sejam “provas emocionantes da capacidade humana de transformar o mundo através da consciência, da compaixão e do propósito elevado”. O que aprendi com tudo isso? Jamais devemos duvidar do poder da semente. É ela que carrega toda a história do “vir a ser”. Em sua aparente miudeza condensa uma força inigualável para brotar o novo. Lindo de ver e de viver. Até hoje fico encantada em perceber como um gesto tão simples e pequeno se espalhou e contagiou centenas de pessoas, potencializando o que há de bom em cada um de nós. Numa época em que ainda se insiste em propagar violência, tragédias e tudo de pior que o homem pode fazer, essa prática nasceu na total contramão, mostrando que é possível escolher – a todo instante – e conectar com o melhor que a vida tem para oferecer. Ainda tenho o hábito diário de  postar meu agradecimento e também de ler as publicações dos outros, conhecidos e desconhecidos. É gratificante ser inundada por pessoas gratas em vez de vozes que reclamam o tempo todo. Parece um milagre, um mundo paralelo. Sinto que nesses mais de cinco anos de projeto minha vida melhorou muito. E isso não significa que eu deixei de ter problemas. Para mim, exercitar a gratidão é uma filosofia diária, com acesso livre para qualquer pessoa. Agradecer é celebrar a vida. Ser grato é principalmente uma escolha consciente de ver o copo meio cheio em vez de meio vazio. Os dois olhares estão corretos. Qual você quer? Sua colheita dependerá da sua escolha.
DEBORAH DUBNER  sonhava em escrever para vida simples. Para saber mais: umagradecimentopordia.com.br 
o-que-aprendi-ao-ser-grata-todo-dia

 

Gratidão feminina

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Publicado em 5 de Setembro no Sublime Rituais

Agradeço ter em meu corpo todos os sentidos. O brilho dos olhos quando a alma está acordada. O olfato que traz aromas de lavanda e verbena, meus preferidos.
O sorriso que une e alegra. A voz, marca da nossa expressão no mundo. Poder ouvir a música e o canto dos pássaros. A suavidade do tato e tudo o que faço com minhas mãos, inclusive escrever este texto! Sentir os sabores doce e amargo e me deliciar com a diversidade.
Agradeço o dom da visão e poder ver as flores e beija-flores. E ser guiada pela intuição. Agradeço ser inteira, o que
não significa ser perfeita. Inteireza tem a ver com liberdade. Perfeição tem a ver com um padrão que jamais se
alcança, mas aprisiona e sufoca. Sou grata por ter aprendido sobre a leveza do ser, que se manifesta na respiração e nos movimentos do corpo. A cada dia abro mais os braços para voar, com o coração flamejante.
Não me importo mais com o que não é relevante, pois aprendi a discernir. E por isso eu agradeço incansavelmente. Se meu cabelo é liso, se tenho sardas, se meu peito é grande… O que importa? Hoje honro cada parte do meu corpo, até mesmo aquelas que me incomodam, porque sei que me humanizam.
Agradeço ter nascido mulher. Vejo minha filha florescendo e percebo nela a mulher que em mim pôde se inspirar. E agradeço por ver em seus passos uma versão confiantemente feminina, materna e conectada com seus sonhos.
Agradecer quem sou é uma escolha simples, das mais difíceis de fazer. Meu corpo, minha casa. Terra de realizações, caminho do abraço. Não há bem mais precioso do que esse.
Agradecer amplia a vida. É como ganhar asas. Aprendi isso porque desde 2010 escrevo #umagradecimentopordia
no meu Facebook pessoal, como um ritual. Esta prática, inicialmente solitária e tímida, tornou-se parte do meu cotidiano, ampliando o meu olhar. E expandiu! Atualmente, centenas de pessoas, principalmente mulheres, fazem também o seu #umagradecimentopordia, iluminando quem as acompanha e transformando seus próprios caminhos. É emocionante ver como a gratidão abre portas, inspira corações e muda perspectivas. É simples, leve, acessível e profundo. Como as melhores coisas da vida! #ficaoconvite!

Deborah Dubner é psicóloga e focalizadora de Danças Circulares. Com este projeto, palestrou no TEDx em São Paulo (2014)

Para ver a palestra CLIQUE AQUI

Ela também foi uma das vencedoras do Prêmio Shift Agentes Transformadores (2015).

Veja mais em: www.umagradecimentopordia.com.br e http://vidasimples.uol.com.br/noticias/experiencia/o-que-aprendi-ao-ser-grata-todo-dia.phtml#.V-Qc3rXxUQ0

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#umagradecimentopordia

TEDxJardins

Vou contar uma história. 

Já faz tempo que tenho o hábito de agradecer. Troquei os pedidos pela gratidão. Tenho treinado meu olhar para perceber o que recebo da vida, seja os lindos presentes embrulhados com fita colorida, como amizades, amor de família, saúde, realizações e dinheiro, como também aqueles envolvidos em papel jornal, que sujam a mão e mais se parecem com um trambolho incômodo em preto e branco.

Desde que comecei a praticar as Danças Circulares Sagradas, em 2008, este hábito se intensificou de tal forma que hoje acredito que minhas células agradecem todos os dias por estarem vivas e saudáveis. Esta é só uma introdução pra contar a minha história.

Tudo começou num dia igual a todos os outros, mas único porque eu fiz algo diferente. Afinal, o que diferencia um dia do outro não seria realmente a qualidade e intenção que colocamos nele? Enfim, neste dia, já era de noite, e eu estava contemplando meu mural do Facebook quando me deu um estalo e resolvi que compartilharia o meu agradecimento. Arrisquei, confesso que bastante envergonhada, o meu primeiro #umagradecimentopordia. Estávamos em 06 de outubro de 2010.

Agradecer em silêncio, como uma oração solitária, tem grande valor e força. A mudança de perspectiva me trazia novas possibilidades e desafios: o olhar dos outros, a interferência positiva ou negativa, a exposição a comentários e críticas.

Não sei exatamente o que me levou a fazer isso. Talvez o desejo misterioso de que uma simples atitude mude o mundo. Nossa pequena humanidade tem desses caprichos sonháticos e pretensiosos. Talvez tenha sido uma gratidão transbordante que não cabia em mim naquele momento e pediu para ganhar voz. Ou quem sabe – e talvez principalmente – a esperança de ver um mundo melhor, onde as pessoas contemplam, semeiam e compartilham suas realizações, alegrias, sonhos, aprendizados, prazeres e verdades. Um mundo espelhado na contramão da grande massa midiática que insiste em propagar tragédia, violência, corrupção e desesperança.

Pra falar bem a verdade, não tenho paciência para padrões de comportamento inspirados nas lamúrias e críticas. Tenho esta briga comigo sempre que me vejo no insustentável lugar do “coitadinha de mim”. Simplesmente porque não acredito que este canto do meu ser seja fértil, prefiro regar meus quartos de aprendizagem, que estão sempre onde está o meu poder de compreender e transformar. Busco incessantemente guiar meus passos nesta boa estrada, nem sempre consigo, mas nunca desisto de tentar.

Sei lá… Acho que foi tudo isso junto, misturado difusamente a uma boa dose de otimismo que felizmente a vida me deu, aliado à simples constatação: Por onde começar se não por mim mesma? É….foi assim…

Então agradeci “À família maravilhosa que eu tenho.” Foi o primeiro. Gostei! Um comentário aqui, outro ali, algumas pessoas curtindo. E segui agradecendo, sempre de noite, atenta ao meu dia, iluminando os momentos, amplificando a presença, o olhar acordado, colecionando emoções em forma de estrelas.

Esta prática se tornou um ritual, uma espécie de “pause” no cotidiano para registrar publicamente o que no meu dia realmente teve significado. Percebi que quanto mais agradecia, mais tinha a agradecer. Escolher o mais importante e as palavras certas que traduziam cada percepção fazia parte desse momento especial.

Não nego que durante estes três anos houve períodos difíceis, quando sentar e agradecer era forçosamente delicado. Sempre preferi o arco-íris em vez da chuva, mas sei que ele precisa dela para existir. Nas noites escuras da alma eu procurava a sutileza dos aprendizados que me chegavam pela estrada da dor. Embora eu prefira aprender pelo amor.

Com o tempo, mais pessoas curtiam e acompanhavam. Três amigas começaram a agradecer também, inspiradas neste exemplo. Ao longo dos anos chegaram outros que espontaneamente começavam. Alguns me pediam permissão, outros me avisavam e em alguns casos eu só percebia casualmente, sem aviso prévio. Tive surpresas do tipo “não durmo sem ler o seu agradecimento do dia”.

Fui percebendo que este ato inicialmente solitário protagonizava uma voz coletiva de humanidade. A profundidade se esconde no simples, vestida de singeleza, como o mar azul que guarda tantos segredos em suas águas profundas.

A história continua e a melhor parte vem agora: nos últimos dias de 2013 (precisamente em 29 de dezembro) me alegrei ao ver um agradecimento por dia de uma pessoa que eu nem conhecia. Esta surpresa me fez publicar um post no meu mural comentando sobre isso. Daí pra frente, nem sei mais explicar. As melhores coisas da vida fogem mesmo a qualquer explicação! Só sei que vivenciei a força da rede quando começou a pipocar gente de tudo quanto é lado comentando, se inspirando e agradecendo. Uma verdadeira tribo de diversidade, unida pela hashtag #umagradecimentopordia. Muito mais do que isso, na verdade: conectados pela escolha de como olhar e expressar a vida.

Curioso ver a criatividade, variações com vídeos, fotos, frases curtas, parágrafos inteiros, enfim, cada um à sua maneira…. Somos personagens de romance, aventura, drama, comédia. A vida de cada um é uma verdadeira saga que merece ser contada.

No final do dia tenho passeado por esses agradecimentos e me encanto com a coragem, beleza, amorosidade, humor e inteligência de cada pessoa. “Aqui foi feito uma coisa boa!”, penso eu.

#umagradecimentopordia: compartilhar uma bela história!

ESTA HISTÓRIA VIROU UMA FUNPAGE NO FACEBOOK, INAUGURADA EM 12 DE JANEIRO DE 2014,  PARA QUE TODOS POSSAM AGRADECER FAZENDO PARTE DE UMA COMUNIDADE. CONHEÇA! 

Deborah Dubner

Originalmente postado no Itu.com.br – http://bit.ly/1cjgnz1